História

Em 04/12/72 reuniram-se na sede da Capitania dos Portos do Estado de São Paulo,em Santos, diversos cidadãos agraciados com títulos honoríficos ou condecorações da Marinha de Guerra do Brasil, com o intuito de deliberar a respeito da fundação de uma entidade que congregasse a todos, a qual manteria estreito relacionamento com o Ministério da Marinha, proporcionando a seu associados a atualização com os assuntos do mar, estimulando no âmbito da comunidade uma mentalidade marítima e tendo ainda, com um dos seus objetivos a difusão de conceitos doutrinários e culturais relacionados com o desenvolvimento de nossa Pátria, sobretudo aqueles pertinentes ao mar.

Sob aclamação, foi decidido criar a Associação Santista dos Amigos da Marinha (ASAM) e convenciado como data efetiva da criação da ASAM o Dia do Marinheiro – 13 de dezembro de 1972. A reunião foi encerrada no dia 13/12/72 ocasião em que o V.Alte. Sylvio de Magalhães Figueiredo, Comandante do 6º Distrito Naval, com sede em São Paulo, frisou que a ASAM merece dele todo o apoio, pois sob o patrocínio da Marinha se constituiria numa verdadeira liga naval. Destacou o pioneirismo da iniciativa, salientando o interesse da Marinha em criar por todo o Brasil, entidades com os mesmos objetivos da ASAM.

Inicialmente, limitada a 100 sócios de Santos, a ASAM expandiu-se rapidamente e, em pouco tempo, passou a reunir associados de todo o Estado de São Paulo e, em 1975, transformou-se na Associação Paulista de Amigos da Marinha (ASPAM).

O êxito da iniciativa dos santistas incentivou a criação de diversas entidades congêneres que foram sendo criadas em diversas cidades e Estados:

  • 1973 em Salvador, 1974 em Fortaleza e Paranaguá, 1976 em Recife, Aracaju e Vitória, em 1978 em Porto Alegre, em 1979 no Rio de Janeiro, Florianópolis, Natal, Parnaíba, São Luiz, São Paulo e Mato Grosso do Sul.
  • No mês de julho de 1979 sob a coordenação do Serviço de Relações Públicas da Marinha e tendo como anfitrião e responsável a Soamar Rio de Janeiro realizou-se a I Convenção Nacional das Sociedades de Amigos da Marinha.

Aquela I Convenção Nacional das Sociedades de Amigos da Marinha contou com a presença de representantes das dezessete Associações já existentes e teve sua abertura feita pelo então Ministro da Marinha, Alte. Maximiano da Fonseca.

Dentre outras deliberações, os convencionais decidiram pela criação de uma entidade nacional capaz de congregar todas as estaduais, surgindo assim a Sociedade de Amigos da Marinha. Ficou estabelecido que a nova sociedade adotaria a sigla SOAMAR-BRASIL e que as Associações estaduais teriam suas razões sociais mudadas para Sociedades de Amigos da Marinha, utilizando a mesma sigla, seguindo-se o nome do seu Estado e, quando da existência de mais de uma Sociedade no mesmo Estado, acrescido do nome correspondente à sua cidade.
Nesta I Convenção foi decidida a adoção de um Estatuto Padrão para todas as SOAMAR, como meio de padronizar as regras gerais da atuação das diversas entidades e foram relacionadas as atividades que constituem, primordialmente, as finalidades das SOAMAR.

  • Dentre as finalidades entendo que devem merecer especial destaque e atenção as relativas a:
  • Difundir conceitos relacionados com o desenvolvimento e o progresso do Brasil, sobretudo no que diz respeito a assuntos do mar e vias navegáveis;
  • Proporcionar a seus sócios atualização sobre assuntos do mar e vias navegáveis e estimular, no âmbito da comunidade, a implantação de uma mentalidade marítima;
  • Promover estudos e pesquisas sobre navegação, aproveitamento dos recursos do mar e desenvolvimento de tecnologia marítima;

Da I convenção em 1979, que contou com representantes das 17 Soamar então existentes passamos hoje para 51 Sociedades que contam com cerca de 10.000 associados.

De uma sociedade de amigos, a Marinha espera basicamente que seus membros trabalhem no sentido de obter o máximo de apoio, no seio da comunidade, às iniciativas de que resultam benefícios para o fortalecimento, engrandecimento e prestígio da Marinha. Para que os sócios da SOAMAR possam bem cumprir o que lhes cabe fazer em prol da Marinha é de grande importância que tenham uma perfeita compreensão do significado e importância do mar e da Marinha para a nossa Pátria.

Por essa razão são aproveitadas as oportunidades da realização das Convenções Nacionais para difundir idéias e conceitos sobre o relacionamento entre o Brasil e o mar, que é o que pretendemos fazer a partir de agora.